Viagem
Medieval em Vilar de Andorinho, Vila Nova de Gaia
Pode
descrever-se desta forma, a iniciativa levada a cabo pela
Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho e a Associação de
Pais da Escola do Balteiro EB1.
Na sua terceira edição, este
ano, pela primeira vez, realizada em terrenos da Quinta dos
Condes Paço Vitorino; uma quinta datada de meados do século
XVIII, composta de Casa de Quinta e Capela, edifício barroco,
em forma de U, sendo o acesso ao edifício nobre feito por
escada interior, esta quinta fica situada no gaveto das ruas
de Mariz com a de S. João Baptista.
São várias as razões
para a realização da feira medieval, neste local, talvez o
mais importante, “dar a conhecer este património da
freguesia, sensibilizar proprietários e a câmara, no
sentido, de preservar este espaço magnífico, para um
projecto de cariz cultural ou turístico”, referia Manuel
Monteiro à nossa reportagem.
A
junta de freguesia pediu aos proprietários a cedência da
quinta para o evento. Foi necessário “desbravar o terreno a
expensas próprias”, não é fácil atendendo aos “parcos
recursos financeiros que temos”.
Tendas com artigos de
lavoura, a que não faltaram os animais de curral, artesanato,
doces da época e as barracas com os «comes e bebes».
Estes
comerciantes representavam as diferentes associações da
freguesia; foi na «venda» da Tuna A Vencedora, que paramos
para uma bebida fresca a convite das responsáveis.
Dona Paula de Albuquerque fez as honras da casa, e a sua
irmã Dona Elsa, (direcção da Tuna), nos preparativos para o
início da noite, o pessoal na cozinha preparava o jantar.
As
papas de sarrabulho, rojões, fêveras grelhadas, chouriço e
outras iguarias, regadas com uma boa sangria, faziam parte da
ementa para os milhares de visitantes que aguardavam.
A
adesão à feira “superou as expectativas”, assegurou o
presidente da Junta de Freguesia, Manuel Monteiro, que
interpretava D.Fernando I acompanhado de sua esposa, Dona
Leonor Teles de Menezes, “nestes três dias, passaram por cá
mais de dez mil pessoas”.
Daí a aposta deste executivo liderado, por D. Fernando,
perdão, pelo presidente Manuel Monteiro, em “trazer a feira
para este local, aberto a toda a população”.