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Caros
(as) Eleitores (as)
Ao
iniciarmos um novo ciclo Autárquico, resultante das eleições
de Outubro de 2005 fazemo-lo com a mesma predisposição de
sempre: dar o melhor de nós próprios para conduzir a
Freguesia ao lugar a que tem direito no contexto concelhio.
No
início deste ciclo que continua de recessão económica,
com maiores restrições orçamentais, continuaremos a
pautar a nossa actuação pelo rigor e realismo, sem
deixarmos de ser ambiciosos.
Assim,
ao traçarmos as linhas estruturais das Opções do Plano de
Actividades e Orçamento para 2006, fazemo-lo, enquadrado
numa perspectiva de plurianualidade, conscientes das
dificuldades que vamos encontrar.
Numa
óptica realista preferimos não empolar o Orçamento, não
prevendo verbas cuja arrecadação possa ser duvidosa. Com
efeito, à data da elaboração deste Plano e Orçamento
apenas recebemos um trimestre respeitante a Obras de
Administração Directa. Desconhecemos se em 2006 serão ou
não transferidas verbas Camarárias dentro desta rubrica ou
se apenas seremos contemplados com os duodécimos. As verbas
previstas em Orçamento de Estado, a transferir para Vilar
de Andorinho, em 2006, rondarão os 128.000 mil euros.
Gerir
uma Junta numa fase de expansão será fácil. Geri-la numa
fase depressiva exige maior rigor, maior racionalidade na
definição de prioridades, nos projectos, nas opções, sem
que isso seja sinónimo de amorfismo ou comodismo.
As
normas do POCAL reforçam a exigência de uma cultura de
responsabilidade e clareza na planificação e execução orçamental.
Atendendo a que a legislação em vigor aponta para uma
planificação plurianual, o conteúdo deste Plano traçará
a panorâmica do ciclo Autárquico que ora se inicia e vai
até 2009.
Como
é obvio, por este plano perpassa todo um trabalho de
retaguarda diariamente desenvolvido, que não tem tradução
orçamental, mas sem o qual não seria possível dar
resposta aos objectivos a que nos propusemos, aos eleitores,
para debelar as carências infra-estruturais da Freguesia.
O
empenhamento sistemático e o exercício diplomático serão
uma constante junto das diversas Instituições com a
finalidade de concretizarmos os nossos objectivos.
I - FUNÇÕES
GERAIS
No
capítulo que a aplicação do POCAL descreve como Funções
Gerais vamos dar continuidade ao processo de modernização
administrativa, prosseguido a desburocratização de molde a
proporcionar aos cidadãos um melhor atendimento, consequência
de uma melhor e mais eficaz informatização dos serviços
administrativos. Apesar das dificuldades financeiras
procuraremos continuar com a publicação do Boletim
Informativo, o qual constitui já uma referência da
Freguesia. Do mesmo modo interviremos na requalificação de
pisos dos arruamentos degradados, quer na forma de intervenção
directa, pelos nossos serviços, quer diligenciando junto da
Câmara de Gaia, e da Empresa Municipal Águas de Gaia, dado
que grande parte da degradação resulta de intervenções
para as redes de água e saneamento.
Por
isso, apesar da recessão económico-financeira
continuaremos a pugnar pela requalificação de duas das
principais artérias da Freguesia, a Rua de Mariz e a Rua
Heróis do Ultramar.
Enquadrados
na fase de revisão do Plano Director Municipal efectuamos já
à Câmara de Gaia e Gaiurb, E.M. uma série de propostas
que se se vierem a concretizar poderão catapultar a
freguesia para uma nova fase de modernidade e
desenvolvimento, com a criação de novas acessibilidades,
nomeadamente a abertura de uma rua paralela à Escultor
Alves de Sousa, que proporcionará uma nova centralidade.
Também
os terrenos da Rua das Carvalheiras foram objecto de
proposta para possibilidade de construção para que possam
ser rentabilizados.
Continuará
também nos nossos horizontes a sensibilização dos
proprietários da Quinta dos Condes Paço Vitorino, para a
sua recuperação a conversão em Casa da Cultura.
II - FUNÇÕES
SOCIAIS
A
nossa especial atenção vai para a construção da Creche.
Após a construção do Centro de Dia e Jardim de Infância
e não tendo sido possível iniciar ainda a Creche, julgamos
estarem, no momento, reunidas as condições para o começo
da obra.
A
Acção Social, que não existia em Vilar de Andorinho até
2001, verá assim concluído um projecto social que dá
satisfação a três faixas etárias: bebes, infância e
terceira idade.
As
actividades de carácter social estão presentes no nosso
plano de intenções, pelo que nos propomos realizar as
seguintes:
-
Colónia Balnear para as crianças do 1ºCiclo do
Ensino básico
-
Colónia Balnear para a Terceira Idade
-
Passeio Convívio anual para a Terceira Idade
-
Espectáculo de Natal para as crianças do 1ºCiclo
do Ensino Básico.
Continuaremos
a apostar na UNIVA (Unidade de Inserção na Vida Activa),
financiada pelo IEFP, com o objectivo de proporcionar
respostas a situações de Orientação Vocacional, de
procura de primeiro emprego e desemprego de longa duração.
Candidatamo
- nos, como Entidade Promotora, ao projecto Prevenir
Integrando, para dar continuidade ao iniciado na Vila
D’Este, para integração de crianças e jovens.
Temos
um levantamento de famílias a viver em situações
degradadas pelo que estamos a interceder junto da Empresa
Municipal Gaia Social no sentido de lhes ser concedida
habitação social condigna. Continuaremos a acompanhar as
situações de habitações sociais em Balteiro, Vila
D’Este, Monte Grande para que não aumente
significativamente com casos exteriores à Freguesia, mas
que possa haver mobilidade, para melhor, dentro da própria
Freguesia.
III - EDUCAÇÃO
A
educação e ensino constituem as bases lapidares de uma
sociedade. Por isso manteremos com todas as Escolas,
Conselhos Executivos e Associações de Pais,
independentemente do nível de ensino, um diálogo franco e
permanente, com o objectivo de superar lacunas existentes,
contribuindo, dentro dos nossos condicionalismos, para um
mais profícuo processo de ensino / aprendizagem, onde os
saberes sejam priorizados, mas onde não sejam omitidas
atitudes de saber ser, saber estar, saber fazer, com vista
à formação de cidadãos, para quem a cidadania não seja
uma palavra vã.
Do
mesmo modo prosseguimos uma estreita colaboração com a
Coordenação Concelhia do Ensino Recorrente para dar
continuidade aos cursos de alfabetização de adultos nos
primeiro, segundo e terceiro ciclos do Ensino Básico.
Na
prossecução destes objectivos estaremos também atentos às
necessidades de conservação e reparação dos espaços físicos,
assim como apoiaremos iniciativas enriquecedoras, de carácter
extra curricular.
IV - CULTURA,
RECREIO, DESPORTO, RELIGIÃO
As
Associações de carácter cultural, recreativo, desportivo
e religioso serão os parceiros privilegiados com que
estabeleceremos contratualizações para concretizar as acções
que nos propomos concretizar no âmbito destas rubricas.
O
Executivo por si só não tem capacidade, para concretizar
todas as acções nem deve substituir as Associações. Por
isso, sem um carácter de subsidio dependência realizaremos
protocolos nos diversos domínios, apoiando e
responsabilizando os diferentes actores sociais, para
continuar a desenvolver as seguintes acções:
-
Publicação do Boletim Informativo;
-
Dinamização da Biblioteca Pública da Freguesia;
-
Realização da Festa da Cebola;
-
Promoção de colóquios, conferências;
-
Realização das Jornadas Culturais Vilarenses;
-
Comemoração do Dia das Colectividades;
-
Comemoração do 25 de Abril;
-
Promoção de concertos musicais;
-
Estabelecimento de intercâmbios culturais;
-
Realização de torneios desportivos Infantis e
Juvenis inter- associações;
-
Participação nos Jogos Juvenis de Gaia;
-
Colaboração com as Comissões de Festas religioso-pagãs.
V - PROTECÇÃO DA
NATUREZA E AMBIENTE
A
nossa Freguesia conserva ainda uma mescla de natureza rural
e selvagem com um urbanismo desenfreado.
Procuraremos
por isso preservar os dons da Natureza, conservar os jardins
e espaços verdes existentes e criar outros que se
justifiquem. Como será o caso de um jardim à entrada da
Rua Escultor Alves de Sousa, junto à paragem, frente ao
Hospital Santos Silva. Só assim proporcionaremos a melhoria
do ambiente que também contribui para a melhoria da
qualidade de vida dos cidadãos em geral e dos Vilarenses em
especial.
VI - SAÚDE
Como
é sabido o Centro de Saúde de Vilar de Andorinho fez parte
do PIDAC desde 2004 e mantém – se para 2006. Temos feito
diligências sucessivas para encontrar o espaço para a sua
construção. Depois de rejeitados os espaços disponíveis,
gorou – se a hipótese do terreno na Rua Escultor Alves de
Sousa, pertencente aos Condes de Paço Vitorino. Visitado já
por técnicos da ARS Norte a opção voltou – se agora
para uma parcela de terreno pertença do Ministério da
Administração Interna, na Rua Heróis do Ultramar, pelo
que se aguarda a sua transferência para o Ministério da Saúde.
Se
e quando isto acontecer, veremos satisfeito o nosso
principal objectivo e uma das maiores carências da
Freguesia.
VII
- SEGURANÇA
A
criação de um Posto de Segurança em Vilar de Andorinho é
também uma das nossas prioridades. Esteve aliás
contemplado, mercê de uma forte pressão, em PIDDAC para
2005, mas foi retirado para 2006.
Não
esmorecemos e continuaremos a exercer acção no sentido da
sua reintrodução porque uma Freguesia densamente povoada,
com uma população heterogénea e com problemas
diversificados, necessita de uma força, não com carácter
repressivo e violento, mas que ofereça à população
melhores condições de Segurança.
CONCLUSÃO
O
atraso estrutural da Freguesia continua a justificar a
sinergia de esforços em torno de um projecto norteado por
um fio condutor corrente, bem estruturado, com vista a
construir um futuro mais promissor.
A
actuação de um Executivo de Freguesia não pode ficar por
um elencar de actividades a desenvolver. A nossa intervenção
será tanto mais profícua quanto maior for a união de
esforços.
Queremos,
por isso, o envolvimento de todos para continuar um diálogo
institucional constante, franco e leal na expectativa de ver
concretizados alguns dos nossos objectivos, que são também
os objectivos de todos os Vilarenses.
Hoje,
mais do que ontem, estamos convictos de que é ao nível autárquico
de base que se resolvem problemas locais, havendo convergência
de objectivos, porque as populações são mais
participativas e corporizam os princípios fundamentais da
democracia.
Compete
- vos, caros eleitos, avaliar a exequibilidade do plano que
submetemos à vossa apreciação, elaborado com o rigor que
uma época de recessão exige, mas com a motivação,
disponibilidade e empenho para trabalhar pela Freguesia.
Vilar
de Andorinho, 2 de Dezembro de 2005.
O
Executivo
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